sábado, 9 de fevereiro de 2008

Coleções.

Dia-chuva resolvi subir ao telhado de minha casa.
Achei um velho casal japonês, de pedras e de rugas.
Decidi não fechar os olhos ao descer pela escada.
Pensei: uma invenção artesanal lá pros lados da orientalidade, antiga como os que se foram.
Criação de uma tarde sem rumo. Feitio de quem possui o dom e o bom da imaginação.
Da escultura caíam cinzas, e tentei colori-las de tinta vermelha. Falhei.
Poli, dei vida e água pro corpo que restou. Falhou.

A força sumiu e o mês de junho, esse sim, foi um desmaio lento da minha Arte.
O cinza da chuva engroussou no outro dia.
Desliguei os fios do telefone.