Ele é a noite.A noite nos toma.
Tomamos o último gole:A noite nos deixa.
Ele sou eu.Eu o valho.
Ele me valhe:Valhemo-nos,em coro,ao vaiar.
E ao tomarmos o mar,ecoamos esferas.
Ele me tange o último azul de um corpo.
Por te amar,homem,faço abraço.
Faço calor entre as pernas:devasso.
No após,devastados,seguimos a estrada cruel de sol,em sonho.
Mas agora é trabalho,que de ontem partiu manhã.
Infinitamente falta-nos algo.
(E do infinito busco pelo algo que falta)
E na infinitude que digo do algo que nos falta
Continuo,
-não breve-
-mas efusivamente-
a coroar-me pelo necessário.
A existência me paga.
E por ti,talvez a ti,devo meus atos.
This is not unreal,it's undead
terça-feira, 17 de novembro de 2009
terça-feira, 3 de novembro de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
último toco de cigarro,A manhã
Ontem veio.Há quanto tempo não sentia seu corpo. Falou de outros reflexos,e ainda esteve aqui, dentro. Eu não falei:Conhece cada vão. Cachoeirou-me no meio do falo,Centro de um estudo abusado. Ousadia de um corpo-mãos. Hoje acordei tarde olhei no espelho farejei os cheiros. A casa é um restanto de amor. Cada estrela antiga lembra dos olhos. Divido-me em cem,e sou uma,amada amando amanda-tudo isso num giro espetacular das órbitas das pernas. E as pernas abertas.
Ontem passei as unhas no sexo dos cílios. Mostrei meu quadro novo,O Homem mostrou-me as palavras novas que aprendeu:buceta,buceta de novo,e gostosa.Dormi qual as baratas do banheiro,em meio de chinelo e sangue.Orgasmo eterno de uma atividade contínua de não gozar nunca..ainda. Veio e já foi.
Ontem passei as unhas no sexo dos cílios. Mostrei meu quadro novo,O Homem mostrou-me as palavras novas que aprendeu:buceta,buceta de novo,e gostosa.Dormi qual as baratas do banheiro,em meio de chinelo e sangue.Orgasmo eterno de uma atividade contínua de não gozar nunca..ainda. Veio e já foi.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Dezoito anos arrancando galhos de um peito afável.
As vozes roucas em offf
E nada desejo que passe longe do Amor:
Minha vida é esta,o sonho é o mesmo.
Talvez eu tenha encoberto uma rotina nos cantos da casa:
vejo as baratas e me lembro de morrer,
lembro das mortes e que matei e morri.
Mas os braços são dois espaços de ar
Abrindo as asas numa manifestação de poeira com um gás incolor
de nome Existência.
Risco as noites de um infinito
e quero acordar despencando num copo solar a eternidade.
Subamos num galope. vem amor,nas minhas costas e
dentro de mim!
Que já eles se perderam no deserto dos seus mares tropicais.
As vozes roucas em offf
E nada desejo que passe longe do Amor:
Minha vida é esta,o sonho é o mesmo.
Talvez eu tenha encoberto uma rotina nos cantos da casa:
vejo as baratas e me lembro de morrer,
lembro das mortes e que matei e morri.
Mas os braços são dois espaços de ar
Abrindo as asas numa manifestação de poeira com um gás incolor
de nome Existência.
Risco as noites de um infinito
e quero acordar despencando num copo solar a eternidade.
Subamos num galope. vem amor,nas minhas costas e
dentro de mim!
Que já eles se perderam no deserto dos seus mares tropicais.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
o Con têr do acaso
Há quanto tempo não escrevo aqui.
Sujo as mãos de poeira.
Estão todos saindo de casa
Voltando com os pés de barro
Eu mesma estou saindo
E aqui:
Que cor tem o camaleão na frente do espelho?
Aprendi a ser sozinha
E junto,
Quero o gingado de uma capoeira calma
O berimbau tocando meu corpo
Os cabelos dançando.
Quero todas as cores do mundo.
E o segredo é a vida.
Porque vivo.
(E só por isso.)
Sujo as mãos de poeira.
Estão todos saindo de casa
Voltando com os pés de barro
Eu mesma estou saindo
E aqui:
Que cor tem o camaleão na frente do espelho?
Aprendi a ser sozinha
E junto,
Quero o gingado de uma capoeira calma
O berimbau tocando meu corpo
Os cabelos dançando.
Quero todas as cores do mundo.
E o segredo é a vida.
Porque vivo.
(E só por isso.)
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
quarta-feira, 29 de julho de 2009
'Se quiserem,podem meter-me numa camisa de força,
mas não existe coisa mais inútil que um órgão.'
Enquanto estiver aqui,anti-coisa,anti-tudo,
e os meus braços abreviadamente mortos,
mas os meus lábios,ainda que parados,
chuvosos.
(por entre muitas pernas,muito sangue
e muito medo)
pulando de vôo no meio de tudo,
no olho,centro do centro
do mundo:caquinho de vidro.
E o meu vidro sangrando dores.
Sete mil arabescos revoltados.
E por unanimidade,incolores.
E dirão:Qual morte:
Um texto que ninguém lê,
grito que meu travesseiro
nem ouve.
mas não existe coisa mais inútil que um órgão.'
Enquanto estiver aqui,anti-coisa,anti-tudo,
e os meus braços abreviadamente mortos,
mas os meus lábios,ainda que parados,
chuvosos.
(por entre muitas pernas,muito sangue
e muito medo)
pulando de vôo no meio de tudo,
no olho,centro do centro
do mundo:caquinho de vidro.
E o meu vidro sangrando dores.
Sete mil arabescos revoltados.
E por unanimidade,incolores.
E dirão:Qual morte:
Um texto que ninguém lê,
grito que meu travesseiro
nem ouve.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Mariana bailava,louca.
Mariana coroava os sapos.
Mariana com o pé nas escadas,
entre dois lados esticada.
Dançou Mariana:chuva de pedra.
Se entristece Mariana,três lágrimas pros astros,
boneca de trapo:estrapiada.
Mas morre Mariana e morre tudo,morre tu.
Morre galho torto de árvore
e entortece morto.
Mariana coroava os sapos.
Mariana com o pé nas escadas,
entre dois lados esticada.
Dançou Mariana:chuva de pedra.
Se entristece Mariana,três lágrimas pros astros,
boneca de trapo:estrapiada.
Mas morre Mariana e morre tudo,morre tu.
Morre galho torto de árvore
e entortece morto.
na mesa a laranja seca,
derrubo
com as minhas mãos
e a reza da noite,trêmula e grávida de morte
De Mariana congelei os beijos na minha geladeira.
Meu ventilador venta sua língua sêca.
Ela me costura com uma linha e um alicate
e ainda bota ovos dentro de mim;
A Mariana,égua jorrando sangue de um ritual que
Hoje desconheço.
domingo, 19 de julho de 2009
Andarei reluzente sobre os corpos
(que imagino)
porque meu Tempo é esse e o sonho foge.
Mas nunca fugirá mais
(eu creio)
porque resolvi pegar com as mãos dos dentes
(que imagino)
e seguir dançando em toda rua
(que creio)
pra doer,poder e crer
que imagino.Ou imaginar que creio.
Apresento aqui o duelo da sobreposição entre imaginar e crêr,e tudo isso é como a infinitude da exitência de Deus.
(E é como a infinitude da dúvida.)
(que imagino)
porque meu Tempo é esse e o sonho foge.
Mas nunca fugirá mais
(eu creio)
porque resolvi pegar com as mãos dos dentes
(que imagino)
e seguir dançando em toda rua
(que creio)
pra doer,poder e crer
que imagino.Ou imaginar que creio.
Apresento aqui o duelo da sobreposição entre imaginar e crêr,e tudo isso é como a infinitude da exitência de Deus.
(E é como a infinitude da dúvida.)
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Continuamos
Pessoas se suportam e manuseio o dirigível:a mãe ensinou,
a escola e a catequese.
Meu futuro é de mais um brasileiro à mercê do seu tempo.
Não fosse pelo que guardo,seria isso
E mais nada.
Mas tem a vida,esse estar em mim.
Me mato a cada suspiro e volto
entre o sol e a noite,
com cinco tintas na mão e um fuzil de dor.
A luta é a lei e o cansaço é moderno:
Então meu cansaço é outro.
Branco,cheio de lentidão
nos passos no meio da escada
nas mãos que procuram entre os lençóis
tão vazias mancham
E além de tudo o amor.
E ela repete que o amor é mais...
e que ninguém ama.
(Olhei qual criança para a eternidade:precisou chover.)
a escola e a catequese.
Meu futuro é de mais um brasileiro à mercê do seu tempo.
Não fosse pelo que guardo,seria isso
E mais nada.
Mas tem a vida,esse estar em mim.
Me mato a cada suspiro e volto
entre o sol e a noite,
com cinco tintas na mão e um fuzil de dor.
A luta é a lei e o cansaço é moderno:
Então meu cansaço é outro.
Branco,cheio de lentidão
nos passos no meio da escada
nas mãos que procuram entre os lençóis
tão vazias mancham
E além de tudo o amor.
E ela repete que o amor é mais...
e que ninguém ama.
(Olhei qual criança para a eternidade:precisou chover.)
sábado, 11 de julho de 2009
Soslaio

solstício: astron.tempo em que o Sol se acha no ponto mais afastado do Equador
Estou parada-em frente à circulação dos trens-
inutilmente-
com os novilhos nas mãos.
O céu passa distante nos meus ombros.
Suspiro tanto parêntese.
Largo no chão as sacolas que havia trago.
É possível ver aquela fruta que cai.
(Todos olham para a fruta que cai)
O trem chega mas desisto e não o pego mais
Quanto aos minutos:
ou
ou
ou
"Il faut tenter de vivre",ela resmunga,rindo.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Quem falou em aprender
Quem falou em aprender
não foram
As rodas da minha bicicleta
não foram
os salões da festa
nem foi
a minha professora
A minha professora
não quer aprender
Não foi
o amor:
O amor aprendeu
amando.
(A Amanda aprendeu amando)
Não foram
as falas
nem o cigarro
Nem foram os homens
:os homens de escolha preferiram
a poesia
-e nem a poesia!:
eles preferiram
As ruas
à idéia mórbida do aprendizado pendente.
Nem foram os padres,que estes
prostituíram.
Mas as prostitutas,aprenderam?
O jornal não me ensinou
Nada.
,porque eu não me ensinei.
Nem fui eu
que não quis aprender
ou que quis:
Eu quisera,eu e tu quiséramos,queríamos e quer-éramos
algo maior
que aprender,
algo muito maior que isso,
algo que é estar
nesse infinito que não pude descrever no fim da poesia.
*
(E tampouco aprendi com o infinito.
Enquanto eu dele falava,estive distraída
com a vida.
A vida: falta-de-pontuação-do-meu-escrever
A vida mal-educada,
que não aprendeu
com ninguém
e
nada
não foram
As rodas da minha bicicleta
não foram
os salões da festa
nem foi
a minha professora
A minha professora
não quer aprender
Não foi
o amor:
O amor aprendeu
amando.
(A Amanda aprendeu amando)
Não foram
as falas
nem o cigarro
Nem foram os homens
:os homens de escolha preferiram
a poesia
-e nem a poesia!:
eles preferiram
As ruas
à idéia mórbida do aprendizado pendente.
Nem foram os padres,que estes
prostituíram.
Mas as prostitutas,aprenderam?
O jornal não me ensinou
Nada.
,porque eu não me ensinei.
Nem fui eu
que não quis aprender
ou que quis:
Eu quisera,eu e tu quiséramos,queríamos e quer-éramos
algo maior
que aprender,
algo muito maior que isso,
algo que é estar
nesse infinito que não pude descrever no fim da poesia.
*
(E tampouco aprendi com o infinito.
Enquanto eu dele falava,estive distraída
com a vida.
A vida: falta-de-pontuação-do-meu-escrever
A vida mal-educada,
que não aprendeu
com ninguém
e
nada
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Olho de atenta pra privada.A pasta na boca,a-lisiamento da minha pele,enquanto imagino a calçada que pisarão as sandálias,cinco minutos e estarei viva.Ou antes estive viva,tão mais:os dentes podres,suvaco,enquando lia um texto e a cabeça era o máximo da minha agonia,minhas pernas cruzadas dizendo o quanto as idéias NÃO DESFILAM,mas são para tampar objetos com ponta.Por isso não sei como vai se expor,e vou-do ovo,dentro,ovo vou-,é tanto lá dentro e a jaqueta surrada leva uma eternidade,nas mangas o desespero de uma casa,um degrau que meus pés alcançam enquanto andam nos azulejos,porque a educação da privada eu aprendi,já a andar pela casa,intuição.revelia das pernas tortas tão retas na rua.Guardo os olhos caolhos em casa e saio para passear com a lente de olhos verdes.Só espero um tiro na testa,qualquer vestígio de sangue e mudez,nudez e sangue.(para passar a latir,farejar as sacolas)
sexta-feira, 8 de maio de 2009
corre lá e aqui.
São cidades outras,mas as mesmas.
No corpo tenho guardada a minha digestão da matéria,
e lá eles se infiltram nas pedras da rua de um jeito,um jeito
muito igual ao que me prega nos meus postes.
Não gostamos de cinza,mas nos submetemos à matéria diária,
à matéria de engano e delírio geral.
Carregamos nas mãos,com uma força inventada,
o peso da carroça diária.Às vezes carregam em uma bicicleta.
(Também tenho uma bicicleta para carregar a inclinação das minhas costas.)
Dialéticas de imitação de tempo,tradição
e dor
na falsa renovação dos homens
quando,nas mesas de bar,contam suas piadas
sobre o dia,o trabalho,e a mulher,
o dia,o trabalho,e a mulher.
Inverga minha coluna o roçar das rodas.
E inverga a tua também...
Porque no fim do dia não há esperança.
São cidades outras,mas as mesmas.
No corpo tenho guardada a minha digestão da matéria,
e lá eles se infiltram nas pedras da rua de um jeito,um jeito
muito igual ao que me prega nos meus postes.
Não gostamos de cinza,mas nos submetemos à matéria diária,
à matéria de engano e delírio geral.
Carregamos nas mãos,com uma força inventada,
o peso da carroça diária.Às vezes carregam em uma bicicleta.
(Também tenho uma bicicleta para carregar a inclinação das minhas costas.)
Dialéticas de imitação de tempo,tradição
e dor
na falsa renovação dos homens
quando,nas mesas de bar,contam suas piadas
sobre o dia,o trabalho,e a mulher,
o dia,o trabalho,e a mulher.
Inverga minha coluna o roçar das rodas.
E inverga a tua também...
Porque no fim do dia não há esperança.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Topo do sonho nu
Coçando minha barba,contando minhas sardas,fumando charuto, sugando um suco,correndo no cavalo, pintando minha boca.
Coroa de léu,vão da escada,boneca de trapo,balde vazio,rádio sem cor.
Moro num pavio,deslizo num desvio,galopo no inseto,rumino o artifício.
Alto do morro corre,casa vazia,pneu inchado.
Dois a dois ri.Dois a dois ri.
Tudo azul como num giro.
_
(vírgulas contam o fôlego do meu desejo)
Coroa de léu,vão da escada,boneca de trapo,balde vazio,rádio sem cor.
Moro num pavio,deslizo num desvio,galopo no inseto,rumino o artifício.
Alto do morro corre,casa vazia,pneu inchado.
Dois a dois ri.Dois a dois ri.
Tudo azul como num giro.
_
(vírgulas contam o fôlego do meu desejo)
quinta-feira, 23 de abril de 2009
quinta-feira, 16 de abril de 2009
quinta-feira, 9 de abril de 2009

Cultivo meus lados desajustados aos tamanhos das gavetas que me dão,e risco sonhos de furar o espaço no chão que imagino no ar,quando não há sobra que se infiltre a respirar e o limite é dito evidente.A força que me exigem eu não tenho mas,ao meu modo,o mundo é TAL e grifado grande,mas escondido de ti,que não quer ver e corre.Empilho constâncias passageiras para além do teto,e são definitivas.Estou grávida de sentidos individuais,então me dê a mão ou observe enquanto desaparece com o tempo,ou eu desapareço de ti.Em minha abertura desejo e respiro como me convém.E SOU ABERTA:me inflame.(subiríamos como um balão vendo a terra nauseante se transformar)
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Diário de viagem de uma noite só
Estive na BH,vi cavalos.
e os militares montados em seus cavalos
com suas espadas no meio da feira
que foi hippie,no meio da praça
que,Liberdade.
Montados em suas espadas de ponta cabeça apontados pro derrame da capital do meu estado de glória e amor
e a minha cidade de asfalto e sono.
e meu sono sem cidade ou teto.
Restou o afeto que furou meus braços
em alguma esquina que,noite,
estrela.
Pro cinema paguei caro.
E era triste a resina nos olhos
daquele espetáculo de barulho e temor.
E em quando os pássaros cantavam as cabeças dos mestres
e os mestres explodiam as cabeças dos pássaros,
ecoava acima do ouvido a buzida do cheiro (comida e alarme)
E foi em algum canto do carro que entrei da polícia,
que no início paguei caro o contrato de dor e apreci(ação)
mas no final de sorte pagaram minha passagem
pela incrível BH dos livros,a dos vivos,e muitos mortos.
e os militares montados em seus cavalos
com suas espadas no meio da feira
que foi hippie,no meio da praça
que,Liberdade.
Montados em suas espadas de ponta cabeça apontados pro derrame da capital do meu estado de glória e amor
e a minha cidade de asfalto e sono.
e meu sono sem cidade ou teto.
Restou o afeto que furou meus braços
em alguma esquina que,noite,
estrela.
Pro cinema paguei caro.
E era triste a resina nos olhos
daquele espetáculo de barulho e temor.
E em quando os pássaros cantavam as cabeças dos mestres
e os mestres explodiam as cabeças dos pássaros,
ecoava acima do ouvido a buzida do cheiro (comida e alarme)
E foi em algum canto do carro que entrei da polícia,
que no início paguei caro o contrato de dor e apreci(ação)
mas no final de sorte pagaram minha passagem
pela incrível BH dos livros,a dos vivos,e muitos mortos.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Anoiteceu.
Que doença é essa?
Pareço ter perdido um joelho
mas foi só a garganta
que cossou.
E a língua continuou seca,
porque já os ouvidos
entorpeceram debaixo dos lençóis.
Gritei então do sonho que tive.
Mas a porta do vizinho
estava trancada e ele dormia
ameaçando a língua
com a chave na boca.
Pareço ter perdido um joelho
mas foi só a garganta
que cossou.
E a língua continuou seca,
porque já os ouvidos
entorpeceram debaixo dos lençóis.
Gritei então do sonho que tive.
Mas a porta do vizinho
estava trancada e ele dormia
ameaçando a língua
com a chave na boca.
domingo, 15 de março de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
terça-feira, 3 de março de 2009
Cansado e mofado,é como está o espírito que eu uso.que você usa?é,esse aqui,ó!Abro a blusa,rasgo a roupa,o pano,o pranto,as calças,os olhos.esse meu espírito nu,mas difuso,meio estranho e sombreado.Exausto.arranco os cabelos,as formas do corpo reluzem como uma criança que enfia os olhos úmidos no vão da janela e olha pro alto bem besta,esquálida,inocente pra não dizer idiota.esse espírito rouco! (mas não ouve) Esse vermelho.essa merda.O que me fode é que embaçam meu vidro.Ovos quebrados na caixa,desejos reprimidos na deficiência,poesias mofadas nas gavetas. "As minhas,as minhas poesias!!" e porque não mostra?vergonha? Cansaço...
(depoimento de um velho chato)
(depoimento de um velho chato)
sábado, 21 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Então é preciso que cuide.
Pra nao morrer é preciso que cuide.
estive alguns dias doente
adoeci por descuido,
pensamento demasiado
cabeça multiplicada
como piolhos
-catei um piolho catei dois três fui catando-
no final só catei e fui
fui cantando
cantando errado e
pontiaguda
adoeci com um vazio doido,
coisa de gente fugida
apontada,criminosa.
E me mostraram de novo o mundo.
Ovelha bem branca depois do descuido.
A noite com lua saindo da minha boca
me fez enjoar do meu chiclete que era ácido.
Pra nao morrer é preciso que cuide.
estive alguns dias doente
adoeci por descuido,
pensamento demasiado
cabeça multiplicada
como piolhos
-catei um piolho catei dois três fui catando-
no final só catei e fui
fui cantando
cantando errado e
pontiaguda
adoeci com um vazio doido,
coisa de gente fugida
apontada,criminosa.
E me mostraram de novo o mundo.
Ovelha bem branca depois do descuido.
A noite com lua saindo da minha boca
me fez enjoar do meu chiclete que era ácido.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Esperam.
Esperam um poema auto-biográfico,
desesperam um poema sobre laços
e afetos
do eulírico-poeta.
[no espelho falsificam e treinam
a expressão:surpresa]
Esperam uma cena,o espetáculo.
Que pulem,que falem,agradeçam.
E passam,os que esperam,
doentes,deitados na reza
chorados
esculpidos de memória
x
x
e morrem sem afeto,
sem cartas,dedicações.
Morrem sem dó,na contra-poesia,
velhice,poeira,besteira.
desesperam um poema sobre laços
e afetos
do eulírico-poeta.
[no espelho falsificam e treinam
a expressão:surpresa]
Esperam uma cena,o espetáculo.
Que pulem,que falem,agradeçam.
E passam,os que esperam,
doentes,deitados na reza
chorados
esculpidos de memória
x
x
e morrem sem afeto,
sem cartas,dedicações.
Morrem sem dó,na contra-poesia,
velhice,poeira,besteira.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
sábado, 10 de janeiro de 2009
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