quinta-feira, 23 de abril de 2009

Evitamos as palavras.Morremos de tédio.
Batemos colheres.Aprendemos errado.


Vi(ré)vemos.
Verificamos debaixo dos braços,
mas só depois que o dia cai
morto
inssosso

Dia morto-inssosso!

depois que cai,entendo o Desgosto.
Febril e tosco.
(Dor nas costas dos velhos.)

quinta-feira, 16 de abril de 2009

-Você tem fogo?
.
-Você tem fôlego?

quinta-feira, 9 de abril de 2009


Cultivo meus lados desajustados aos tamanhos das gavetas que me dão,e risco sonhos de furar o espaço no chão que imagino no ar,quando não há sobra que se infiltre a respirar e o limite é dito evidente.A força que me exigem eu não tenho mas,ao meu modo,o mundo é TAL e grifado grande,mas escondido de ti,que não quer ver e corre.Empilho constâncias passageiras para além do teto,e são definitivas.Estou grávida de sentidos individuais,então me dê a mão ou observe enquanto desaparece com o tempo,ou eu desapareço de ti.Em minha abertura desejo e respiro como me convém.E SOU ABERTA:me inflame.(subiríamos como um balão vendo a terra nauseante se transformar)

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Diário de viagem de uma noite só

Estive na BH,vi cavalos.
e os militares montados em seus cavalos
com suas espadas no meio da feira
que foi hippie,no meio da praça
que,Liberdade.

Montados em suas espadas de ponta cabeça apontados pro derrame da capital do meu estado de glória e amor
e a minha cidade de asfalto e sono.
e meu sono sem cidade ou teto.
Restou o afeto que furou meus braços
em alguma esquina que,noite,
estrela.

Pro cinema paguei caro.
E era triste a resina nos olhos
daquele espetáculo de barulho e temor.

E em quando os pássaros cantavam as cabeças dos mestres
e os mestres explodiam as cabeças dos pássaros,
ecoava acima do ouvido a buzida do cheiro (comida e alarme)
E foi em algum canto do carro que entrei da polícia,
que no início paguei caro o contrato de dor e apreci(ação)
mas no final de sorte pagaram minha passagem
pela incrível BH dos livros,a dos vivos,e muitos mortos.