quarta-feira, 6 de maio de 2009

Topo do sonho nu

Coçando minha barba,contando minhas sardas,fumando charuto, sugando um suco,correndo no cavalo, pintando minha boca.
Coroa de léu,vão da escada,boneca de trapo,balde vazio,rádio sem cor.
Moro num pavio,deslizo num desvio,galopo no inseto,rumino o artifício.
Alto do morro corre,casa vazia,pneu inchado.
Dois a dois ri.Dois a dois ri.
Tudo azul como num giro.

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(vírgulas contam o fôlego do meu desejo)

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