sexta-feira, 8 de maio de 2009

corre lá e aqui.
São cidades outras,mas as mesmas.
No corpo tenho guardada a minha digestão da matéria,
e lá eles se infiltram nas pedras da rua de um jeito,um jeito
muito igual ao que me prega nos meus postes.
Não gostamos de cinza,mas nos submetemos à matéria diária,
à matéria de engano e delírio geral.
Carregamos nas mãos,com uma força inventada,
o peso da carroça diária.Às vezes carregam em uma bicicleta.
(Também tenho uma bicicleta para carregar a inclinação das minhas costas.)
Dialéticas de imitação de tempo,tradição
e dor
na falsa renovação dos homens
quando,nas mesas de bar,contam suas piadas
sobre o dia,o trabalho,e a mulher,
o dia,o trabalho,e a mulher.

Inverga minha coluna o roçar das rodas.
E inverga a tua também...
Porque no fim do dia não há esperança.

2 comentários:

Anônimo disse...

é uma questão de simetria.

Taís Bravo disse...

Olá, descobri você pelo Vinicius. Gostei muito mesmo de tudo que li aqui, e resolvi acompanhar seu blog. Pra você não achar que sou uma espécie de stlaker desconhecida, vim me apresentar hehehe

o/