Mariana coroava os sapos.
Mariana com o pé nas escadas,
entre dois lados esticada.
Dançou Mariana:chuva de pedra.
Se entristece Mariana,três lágrimas pros astros,
boneca de trapo:estrapiada.
Mas morre Mariana e morre tudo,morre tu.
Morre galho torto de árvore
e entortece morto.
na mesa a laranja seca,
derrubo
com as minhas mãos
e a reza da noite,trêmula e grávida de morte
De Mariana congelei os beijos na minha geladeira.
Meu ventilador venta sua língua sêca.
Ela me costura com uma linha e um alicate
e ainda bota ovos dentro de mim;
A Mariana,égua jorrando sangue de um ritual que
Hoje desconheço.

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