Com passos lentos
e a sutileza de uma libélula não-púrpura
e pura,
ela andava por detrás da janela
e sentia em seu rosto o vento fraco
das tardes de invernos rigorosos.
Esboçava o Sol em seus quadros úmidos,
mas por vezes desistia.
o branco dos quadros era o que possuía
de mais fiel aos seus atos:
retratavam sua calma exata e sensata por vezes,
assim pensava.
-Mal sabiam a pessoas que passavam
pelo lado de fora da janela que,
não fossem as dores,
a garota não existiria.
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Um comentário:
Este conheço, afinal, como esqueceria este verso:"o branco dos quadros era o que possuía
de mais fiel aos seus atos". Ainda hoje exalto a prodigiosidade dele:)
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