Sobretudo me resta o medo de escrever.
Medo de que leiam minhas comparações desprovidas de sentido, pois aí moram os fantasmas que têm na ponta da língua toda a trajetória reveladora de minhas noites mal dormidas aos meus dias sonolentos. São estes mesmos fantasmas que, aparentemente bondosos, sentem de malgrado o gosto de pendurar minha cara em um varal exposto ao mundo indigno para que percebam os mínimos defeitos e imperfeições escondidos pela medianidade dos meus atos (meu sorriso apaziguador disfarça tanto...).
Perdoem pela sinceridade, aceitem minha sinceridade.
Mas não posso deixar de escrever, eis o porém.
Talvez eu só esteja inventando estas palavras e combinando-as com outras para não ter de sentir tão profundamente o corte que me abriria a pele e mostraria... mostrar? O quê e a quem? Não existe especificidade, mas se o verbo insiste em ser transitivo: mostra-me inteira, e a tudo. A tudo e inteira.
Ah, se existissem esconderijos para os erros...E se existem, favor não me ensinarem o caminho.(preciso continuar, imperfeita, assim.)
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5 comentários:
Se perder é a melhor parte do encontrar, sendo se encontrar a melhor parte de estar perdido...
Fez-me lembrar do genial Fernando Pessoa, senhorita. Parabéns:)
essa exposição é tarja preta, remédio forte.Gostei de tuas linhas.abs!
tenho medo tb de me desnudar em linhas...
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