terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Produto barato de entretenimento

Colher, por exemplo, é uma palavra que quase nunca se vê nos textos né?
A palavra-de-ferro, eu digo. É uso raro, acontece quando o descrito se senta à mesa para comer mamão em uma manhã de trabalho ou quando a neurótica quer remédio e o dissolve na palavra. Tão pouco em texto vagabundo e tampouco em texto real.
Já a palavra-verbo (este é o Segundo sentido) aparece, sim, nas fábulas. Moral, Moral, Moral. Normal.
Pensando bem, não sei que sentido vem primiro. A cozinha depende da plantação, decerto.
Um dia farei um texto só de colher; Do Deboche, minha ode.
E riremos quando formos à cozinha, mesa posta.
E esperaremos pela colheita dos trabalhadores, nós, a prole, ao nos sentarmos debaixo de vontiladores toda tarde para escrever e dispersar o calor.
Eu, indecisa e dependente, esperando pela inspiraão surreal que não enche barriga.

3 comentários:

Ana Carla, disse...

Ahhhhh!!! que texto bonito.Eu vejo flores reais em você.

Di' stante Enfim disse...

Este texto tem um sabor regionalista irresistível! Muito, muito bom mesmo moça:)

Unknown disse...

Gostoso de ler....