sábado, 9 de fevereiro de 2008

Coleções.

Dia-chuva resolvi subir ao telhado de minha casa.
Achei um velho casal japonês, de pedras e de rugas.
Decidi não fechar os olhos ao descer pela escada.
Pensei: uma invenção artesanal lá pros lados da orientalidade, antiga como os que se foram.
Criação de uma tarde sem rumo. Feitio de quem possui o dom e o bom da imaginação.
Da escultura caíam cinzas, e tentei colori-las de tinta vermelha. Falhei.
Poli, dei vida e água pro corpo que restou. Falhou.

A força sumiu e o mês de junho, esse sim, foi um desmaio lento da minha Arte.
O cinza da chuva engroussou no outro dia.
Desliguei os fios do telefone.

3 comentários:

Di' stante Enfim disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Di' stante Enfim disse...

"Dia-chuva", gosto bastante do uso de substantivos compostos. Se continuar nesse ritmo senhorita, alcançarás a maturidade literária muito antes das minhas expectativas mais otimistas. Estás se tornando um verdadeiro MONSTRO! rs

Krlosjr disse...

Sim! Puro êxtase.