quarta-feira, 21 de maio de 2008

E um menino que aos meus doze não lavava os cabelos acaba de suicidar, aos vinte,
enforcado como os ídolos.
E a menina da bolsa grande, reluzente, cantarola músicas inglesas
no ônibus que a leva para a casa do pais.
Mães e pais aflitos tentam se esquecer dos filhos, reproduzindo.
Deixam quente a cama, a chama.
Talvez ali, no íntimo do íntimo onde os seres se amam (se amam-prazer-amam),
alguma coisa pode ser explicada. Alguma coisa pode ser entendida... dessa vida.

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