Vulcão do Inferno
E quando o barco afundar,
Quando tudo que eu amo tirar as máscaras,
E o coração parar de bater;
Quando nada mais se abre,tudo se fecha
Convergindo para o mesmo abismo,
a mesma morte, o mesmo vácuo,
Quando a história se for
e eu sobrar,
aqui,
agressiva,
sem ter o que gostar
...
Então eu não sei.
E não me peça que explique.
Então eu nao danço porque
eu não sinto os embalos
E eu não enxergo porque
já não abro os olhos
(e mesmo se abro,
tudo que vejo é não)
E mesmo se vejo,
acho que não me vêem.
E o mundo continua o mesmo
com mim ou sem mim
E eu continuo a mesma
amanhã
com dor ou sem
porque
alguma coisa
tem que
Pass
ar...
Trangredir na dor é aceitá-la como
a lança mais afiada da selva,
no caminho de pedrinhas amarelas por qual
havia me iludo.
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