terça-feira, 17 de novembro de 2009

DESIRE

Ele é a noite.A noite nos toma.
Tomamos o último gole:A noite nos deixa.

Ele sou eu.Eu o valho.
Ele me valhe:Valhemo-nos,em coro,ao vaiar.

E ao tomarmos o mar,ecoamos esferas.
Ele me tange o último azul de um corpo.
Por te amar,homem,faço abraço.
Faço calor entre as pernas:devasso.

No após,devastados,seguimos a estrada cruel de sol,em sonho.
Mas agora é trabalho,que de ontem partiu manhã.

Infinitamente falta-nos algo.
(E do infinito busco pelo algo que falta)
E na infinitude que digo do algo que nos falta
Continuo,
-não breve-
-mas efusivamente-
a coroar-me pelo necessário.


A existência me paga.
E por ti,talvez a ti,devo meus atos.


This is not unreal,it's undead

terça-feira, 3 de novembro de 2009

(ãrrã,o blog deu uma parada.desde agosto sem que eu escreva nada,e hoje é 3 de novembro.
eu vou voltar,vou sim.mas acontece que dei uma soprada,e estou voltando agora.faz ar, faz dezembro,faz pergunta,faz tempo...mas volto,e daí assovio!

;)

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

último toco de cigarro,A manhã

Ontem veio.Há quanto tempo não sentia seu corpo. Falou de outros reflexos,e ainda esteve aqui, dentro. Eu não falei:Conhece cada vão. Cachoeirou-me no meio do falo,Centro de um estudo abusado. Ousadia de um corpo-mãos. Hoje acordei tarde olhei no espelho farejei os cheiros. A casa é um restanto de amor. Cada estrela antiga lembra dos olhos. Divido-me em cem,e sou uma,amada amando amanda-tudo isso num giro espetacular das órbitas das pernas. E as pernas abertas.
Ontem passei as unhas no sexo dos cílios. Mostrei meu quadro novo,O Homem mostrou-me as palavras novas que aprendeu:buceta,buceta de novo,e gostosa.Dormi qual as baratas do banheiro,em meio de chinelo e sangue.Orgasmo eterno de uma atividade contínua de não gozar nunca..ainda. Veio e já foi.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Dezoito anos arrancando galhos de um peito afável.
As vozes roucas em offf
E nada desejo que passe longe do Amor:
Minha vida é esta,o sonho é o mesmo.

Talvez eu tenha encoberto uma rotina nos cantos da casa:
vejo as baratas e me lembro de morrer,
lembro das mortes e que matei e morri.
Mas os braços são dois espaços de ar
Abrindo as asas numa manifestação de poeira com um gás incolor
de nome Existência.

Risco as noites de um infinito
e quero acordar despencando num copo solar a eternidade.

Subamos num galope. vem amor,nas minhas costas e
dentro de mim!
Que já eles se perderam no deserto dos seus mares tropicais.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Eu queria que as fotos fossem nuas.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

o Con têr do acaso

4 reais por uma noite
400 segundos
40 pedaladas de volta pra casa
e um restante de ar


Quatro-mil-desejos-inexoráveis
aos Quatro milhões de impulsos guardados
ao fundo bem raso
os delírios contidos
Por acaso.

Há quanto tempo não escrevo aqui.
Sujo as mãos de poeira.
Estão todos saindo de casa
Voltando com os pés de barro
Eu mesma estou saindo
E aqui:
Que cor tem o camaleão na frente do espelho?
Aprendi a ser sozinha
E junto,
Quero o gingado de uma capoeira calma
O berimbau tocando meu corpo
Os cabelos dançando.
Quero todas as cores do mundo.
E o segredo é a vida.
Porque vivo.
(E só por isso.)

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O erro doente em acreditar em algo que não.A mão vazia de recordação outra hora sim.Mas não.A borda do espelho rindo de mim.Outra hora sim.

Desisto.

Sou a sombra,menina mulher
no meio da rua
na sua tarefa
pra não morrer
Ainda.
Simples condição
Humana.


-Eis um mundo.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

'Se quiserem,podem meter-me numa camisa de força,
mas não existe coisa mais inútil que um órgão.'
Enquanto estiver aqui,anti-coisa,anti-tudo,
e os meus braços abreviadamente mortos,
mas os meus lábios,ainda que parados,
chuvosos.
(por entre muitas pernas,muito sangue
e muito medo)
pulando de vôo no meio de tudo,
no olho,centro do centro
do mundo:caquinho de vidro.

E o meu vidro sangrando dores.
Sete mil arabescos revoltados.
E por unanimidade,incolores.

E dirão:Qual morte:
Um texto que ninguém lê,
grito que meu travesseiro
nem ouve.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Enquanto eu dizia
que na alma não tenho
um só cabelo branco,
uma aranha me circulava
o joelho da perna.