sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Foge

Nos sentamos no telhado, aquele que de tanta idenpendência se perde e cai cada dia mais, beijando os pólos em instante-sim/instante-não. [O firmamento sente enquanto a Terra se cala, por respeito à solidão]. Ao deitar, engolimos torres televisivas e mergulhamos no azul. Azul. Azul. Azul furado de estrelas, buracos que são. O Leste é uma criança, precisa se divertir (a distração...); a Lua, um basculhante: se esperneia toda quando cheia, mostrando seu segredo. Atrás do céu descobrir intensidade. Nascemos para tal. Agora sim posso lhe contar de onde vem a Luz. A branca Luz, mortal por não ser ofuscante; e nem se enrubece: SÓ brilha.
Após o abraço nupcial, as estrelas mudam de papel: fantasmagóricas, espiam o Amor, necessitam de amor: do nosso Amor.

4 comentários:

Anônimo disse...

As estrelas, as estrelas brilham como nós!
tímidas, mascaradas, solitarias estrelas, submersas em um pote de geléia azul.

Di' stante Enfim disse...

Estou à procura das palavras certas para definir minha impressão. Vasculho o dicionário, o guarda-roupa, a cômoda, as gavetas, olho debaixo da cama. Não encontro em lugar nenhum. Elas fugiram.

Wellington Felix disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Wellington Felix disse...

tocando intimamente as estrelas o céu da poesia explode em luz
obrigado.