domingo, 13 de julho de 2008
Existe um lugar longe daqui onde os homens são imperdoáveis.
Lá se criam porcos e se come com as mãos.
Tem criança, mas niguém vê. Estão cobertas de barro.
O diálogo não é servidão da casa, os olhares dizem mais.
As paredes são das traças. A varanda é do vento.
Bonecas são dos meninos,
as meninas têm pintinho nas mãos e no meio das pernas.
As aves que por lá passam fedem.
O pai é gordo, a mãe é doida.
Mas nunca houve, em toda a vizinhança,
nenhum grito ou sinal de mau trato.
Eles, enfim, não têm vizinhos.
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3 comentários:
Eii ;)
gradicida pelo comentário. Bom que gostou do Balaio. Eu tento fazer uma coisa legal. Bom agradar!
E infelizmente eu não consegui mta coisa sobre o Eugene =/
qualquer coisa, estamos ai!
beeijo
...mas que cenários mais loucos
você desenha com suas palavras...não pare... nunca...
Amanda gostei dos textos, nossa muito loucos sim mas muito criativos...e no lance de tentar usar óculos espero que seja brincadeira...não faça isso.. deixe como está...os olhos.. beijos.ana
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