quarta-feira, 21 de julho de 2010

Vulcão do Inferno

E quando o barco afundar,
Quando tudo que eu amo tirar as máscaras,
E o coração parar de bater;
Quando nada mais se abre,tudo se fecha
Convergindo para o mesmo abismo,
a mesma morte, o mesmo vácuo,
Quando a história se for
e eu sobrar,
aqui,
agressiva,
sem ter o que gostar
...
Então eu não sei.
E não me peça que explique.

Então eu nao danço porque
eu não sinto os embalos
E eu não enxergo porque
já não abro os olhos
(e mesmo se abro,
tudo que vejo é não)
E mesmo se vejo,
acho que não me vêem.

E o mundo continua o mesmo
com mim ou sem mim

E eu continuo a mesma
amanhã
com dor ou sem
porque
alguma coisa
tem que
Pass
ar...

Trangredir na dor é aceitá-la como
a lança mais afiada da selva,
no caminho de pedrinhas amarelas por qual
havia me iludo.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Quero mais e quero ser melhor

Desapego emocional das coisas que pesam. "Bom é quando faz mal" é uma mentira agora.E o agora é única verdade. É preciso sentir-me bem pra que a imaginação flua e o corpo levite.Amar e ser amada. Não entrarei em seu jogo e não terei que te dizer: Meus Deus é mais'. Porque não é preciso que nada te diga e nem do grito. O silêncio é sem moral,não há regras nem repostas...
Seja quem você quiser e então seremos amigos.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

A santa e crua idosa mas nua divina criança.
Meio distante e morta vejo passar a vida,
mas enlaço na busca noturna
do sol indefeso que vive eu sei.

Os espectros se mostram e dançam,
mas na noite ninguém controla o mal
de se estar só.

Não haverá paradeiro para o meu bem
Não haverá paradeiro para o meu mal
Mas haverá amanhã algumas vozes que me lembrarão
em alguns sussuros
de algumas histórias
e pouco a pouco retorno pra ti
e em ti passa o delírio
e tu deliras
-e deliramos-

e a noite volta
a tudo volta
e se esquece...

terça-feira, 25 de maio de 2010

Dia em dia,hora em hora,ano em ano e a velha da maria vai regar e agarrar suas histórias com um pulso ainda violento.
"Je t'aime totalement, tendrement, tragiquement"


E fim.

O resto (Tudo e nada) passará,
passarão,
passaronas,
passarinhos...
Sobrevive a ti mesmo?


...
Eu queria ser só uma canção,
e não um show inteiro.
Só uma noite,uma lembrança,um ser.
Mas sou essa borda cruel de coisas;

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Life...Tomorrow is already Here.

And in the night, i want one more night.
And the day rest: "One too many morning",
say Dylan,
and Life? "An' a thousand miles behind"

É preciso acordar com os sóis na boca.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Devaneios e especulaçoes existenciais fartam-me.
Meu avião faz vôo de volta à terra,
vem da lua trazendo bagagem cansada do pó que passa com sonho.
(Já me despedi da dor)
A vida que corre me puxa,
e corro como um cão atrás das gentes,de toda gente.
Me cansei da vida sonhada,
quero mais é que sonhem comigo.
E que me esqueçam às vezes.
quero mais meu equilíbrio móvel,
meu coração pulsante, inebriante,
inebriado,
e vadio sempre.

Quero mais um beijo bem dado,
um beijo amargo,
um beijo dado,a dar,e um pulso.

E estou a mil no meu pulso largado nas horas.

O melhor amigo é o tempo.
E o pior às vezes,
mas ninguém nunca disse que o cão não morde.

terça-feira, 23 de março de 2010

sexta-feira, 5 de março de 2010

Gosto da ordem contrária à da história, da ordem contada da minha frente no espelho e seguindo para trás:Atrás,perdidamente,sempre a parede branca do banheiro vazio,os fantasmas retos e pouco discretos,gritantes. Mas o presente é o meu melhor,a minha cara de agora no espelho velho do banheiro velho,o estar-por-vir-vindo-neste-momento-chegando,a cor dos meus dentes,o tamanho dos olhos e o gingado per menute da respiração. Mas danço agora enquanto olho o amarelo nas mãos,e a sujeira de tinta branca de ontem só sabe ser se tendo estado.

E eu sou estando.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

DESIRE

Ele é a noite.A noite nos toma.
Tomamos o último gole:A noite nos deixa.

Ele sou eu.Eu o valho.
Ele me valhe:Valhemo-nos,em coro,ao vaiar.

E ao tomarmos o mar,ecoamos esferas.
Ele me tange o último azul de um corpo.
Por te amar,homem,faço abraço.
Faço calor entre as pernas:devasso.

No após,devastados,seguimos a estrada cruel de sol,em sonho.
Mas agora é trabalho,que de ontem partiu manhã.

Infinitamente falta-nos algo.
(E do infinito busco pelo algo que falta)
E na infinitude que digo do algo que nos falta
Continuo,
-não breve-
-mas efusivamente-
a coroar-me pelo necessário.


A existência me paga.
E por ti,talvez a ti,devo meus atos.


This is not unreal,it's undead

terça-feira, 3 de novembro de 2009

(ãrrã,o blog deu uma parada.desde agosto sem que eu escreva nada,e hoje é 3 de novembro.
eu vou voltar,vou sim.mas acontece que dei uma soprada,e estou voltando agora.faz ar, faz dezembro,faz pergunta,faz tempo...mas volto,e daí assovio!

;)

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

último toco de cigarro,A manhã

Ontem veio.Há quanto tempo não sentia seu corpo. Falou de outros reflexos,e ainda esteve aqui, dentro. Eu não falei:Conhece cada vão. Cachoeirou-me no meio do falo,Centro de um estudo abusado. Ousadia de um corpo-mãos. Hoje acordei tarde olhei no espelho farejei os cheiros. A casa é um restanto de amor. Cada estrela antiga lembra dos olhos. Divido-me em cem,e sou uma,amada amando amanda-tudo isso num giro espetacular das órbitas das pernas. E as pernas abertas.
Ontem passei as unhas no sexo dos cílios. Mostrei meu quadro novo,O Homem mostrou-me as palavras novas que aprendeu:buceta,buceta de novo,e gostosa.Dormi qual as baratas do banheiro,em meio de chinelo e sangue.Orgasmo eterno de uma atividade contínua de não gozar nunca..ainda. Veio e já foi.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Dezoito anos arrancando galhos de um peito afável.
As vozes roucas em offf
E nada desejo que passe longe do Amor:
Minha vida é esta,o sonho é o mesmo.

Talvez eu tenha encoberto uma rotina nos cantos da casa:
vejo as baratas e me lembro de morrer,
lembro das mortes e que matei e morri.
Mas os braços são dois espaços de ar
Abrindo as asas numa manifestação de poeira com um gás incolor
de nome Existência.

Risco as noites de um infinito
e quero acordar despencando num copo solar a eternidade.

Subamos num galope. vem amor,nas minhas costas e
dentro de mim!
Que já eles se perderam no deserto dos seus mares tropicais.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Eu queria que as fotos fossem nuas.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

o Con têr do acaso

4 reais por uma noite
400 segundos
40 pedaladas de volta pra casa
e um restante de ar


Quatro-mil-desejos-inexoráveis
aos Quatro milhões de impulsos guardados
ao fundo bem raso
os delírios contidos
Por acaso.

Há quanto tempo não escrevo aqui.
Sujo as mãos de poeira.
Estão todos saindo de casa
Voltando com os pés de barro
Eu mesma estou saindo
E aqui:
Que cor tem o camaleão na frente do espelho?
Aprendi a ser sozinha
E junto,
Quero o gingado de uma capoeira calma
O berimbau tocando meu corpo
Os cabelos dançando.
Quero todas as cores do mundo.
E o segredo é a vida.
Porque vivo.
(E só por isso.)

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O erro doente em acreditar em algo que não.A mão vazia de recordação outra hora sim.Mas não.A borda do espelho rindo de mim.Outra hora sim.

Desisto.

Sou a sombra,menina mulher
no meio da rua
na sua tarefa
pra não morrer
Ainda.
Simples condição
Humana.


-Eis um mundo.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

'Se quiserem,podem meter-me numa camisa de força,
mas não existe coisa mais inútil que um órgão.'
Enquanto estiver aqui,anti-coisa,anti-tudo,
e os meus braços abreviadamente mortos,
mas os meus lábios,ainda que parados,
chuvosos.
(por entre muitas pernas,muito sangue
e muito medo)
pulando de vôo no meio de tudo,
no olho,centro do centro
do mundo:caquinho de vidro.

E o meu vidro sangrando dores.
Sete mil arabescos revoltados.
E por unanimidade,incolores.

E dirão:Qual morte:
Um texto que ninguém lê,
grito que meu travesseiro
nem ouve.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Enquanto eu dizia
que na alma não tenho
um só cabelo branco,
uma aranha me circulava
o joelho da perna.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Mariana bailava,louca.
Mariana coroava os sapos.
Mariana com o pé nas escadas,
entre dois lados esticada.

Dançou Mariana:chuva de pedra.
Se entristece Mariana,três lágrimas pros astros,
boneca de trapo:estrapiada.


Mas morre Mariana e morre tudo,morre tu.
Morre galho torto de árvore
e entortece morto.
na mesa a laranja seca,
derrubo
com as minhas mãos
e a reza da noite,trêmula e grávida de morte
De Mariana congelei os beijos na minha geladeira.
Meu ventilador venta sua língua sêca.
Ela me costura com uma linha e um alicate
e ainda bota ovos dentro de mim;
A Mariana,égua jorrando sangue de um ritual que
Hoje desconheço.